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Saúde do Homem: Prevenir para Não Remediar

Clínica de tratamento da Saúde do Homem

Qual é a importância da prevenção na Saúde do Homem?

Primeiramente a maioria dos homens descobre as cardiopatias (doenças do coração), cânceres (próstata, pulmão, colorretal, testículo), disfunção hormonal e erétil e outras enfermidades no estágio tardio destas doenças. Como resultado existe um atraso no tratamento, causando mais sofrimento e perdas financeiras.

Isso acontece pois uma considerável parcela da população masculina não encara como prioridade os cuidados com saúde e resiste em procurar orientação médica e exames preventivos.

Por outro lado, realizar consulta e exames preventivos rotineiramente, evitam todos esses sofrimentos e dores que afetam a qualidade de vida e diminui a expectativa dos homens em relação a mulher.

Como sensibilizar o paciente para os cuidados com a Saúde do Homem?

Acima de tudo para se reverter essa situação, a medicina preventiva conta com especialistas e exames laboratoriais que são ferramentas indispensáveis na medicina moderna atual. Na clínica já possuímos o programa de Saúde da Mulher a agora atenção a Saúde do Homem.

Quais são os principais exames para prevenção na saúde do homem?

Em síntese apresentamos os principais exames e os motivos pelos quais o homem deve realizá-los periodicamente:

Exames para Cardiopatias (Doenças do Coração)

Motivos:

Primordialmente os homens são mais susceptíveis a doenças cardiovasculares, devido a comportamentos de risco mais frequentes, originários do descontrole alimentar com consequente alteração do metabolismo de carboidratos e gorduras. Leia também o nosso texto sobre Alergia Alimentar e Suplementação com Vitaminas.

Nesse sentido, grande parcela deste público tem pressão arterial elevada , além disso soma-se fatores predisponentes como o estresse do dia-a-dia e fatores genéticos que agravam esta situação.

Sob o mesmo ponto de vista o componente genético dos antecedentes ou da doença cardiovascular, podem ser analisados por meio de um teste de genética molecular para avaliação do risco cardíaco (PGCAR). Assim como o exame PGCAR analisa genes importantes nos processos como alteração do processo endotelial, dislipidemia, hipertensão arterial, processos inflamatórios e infarto, além de condições genéticas relacionadas ao sistema de coagulação que contribuem para trombose venosa.

Por outro lado, nas dislipidemias, destacam-se os exames de Perfil Lipídico que compreende as dosagens de Colesterol Total, HDL Colesterol, Triglicérides, LDL-Colesterol e estimativa do colesterol não-HDL. Além disso, estes grupos de testes são direcionados para avaliação do metabolismo lipídico, prevenção da Aterosclerose e DAC (risco de doença arterial coronariana), alinhado aos exames como lipoproteína A, Apolipoproteínas A e B e Eletroforese de Lipoproteínas.

Nome dos Exames:

  • Perfil Genético Cardiovascular
  • Creatina Quinase Total – CK
  • Creatina Quinase MB – Atividade e Massa
  • Troponina Cardíaca T
  • Troponina Cardíaca I
  • Proteína C reativa Ultrassensível
  • Mioglobina
  • Pró BNP-N-Terminal
  • BNP-Peptídeo Natriurético
  • Perfil Lipídico
  • Lipoproteína – LPA
  • Apolipoproteína A – I
  • Apolipoproteína E
  • Apolipoproteína B
  • Apolipoproteína B 100
  • Apolipoproteína B 100 (APOB) Sequenciamento
  • Eletroforese de Lipoproteínas

Exames Hormonais

Motivos:

Primeiramente possuímos amplo menu de testes que inclui todos os exames necessários para dosagens hormonais, de acordo com cada fase da vida: Infância, adolescência, fase adulta e geriátrica.

Em segundo lugar, para avaliação hormonal masculina, a mensuração de Testosterona e SHBG (Globulina Ligadora de Esteróides Sexuais) é fundamental. Da mesma forma a testosterona liga-se a Albumina (54%) e à SHBG (44%). Além disso, apenas 2% da testosterona presente no sangue encontram-se na forma livre, sendo essa fração ativa do hormônio que irá desempenhar suas funções virilizantes.

Por outro lado o Hormônio Estimulador da Tireóide (TSH) é produzido na hipófise, estimulando a tireoide a produzir tiroxina (T4) e triiodotiroxina (T3). Dessa forma, nas fases iniciais do hipotereoidismo, o T3 pode ainda estar normal, e o T4 já se apresenta reduzido. Assim, os exames comumente solicitados para avaliar a função da tireoide são o TSH e o T4 Total Livre.

Nome dos Exames:

  • Testosterona Total
  • Testosterona Livre
  • Globulina Ligadora de Hormônios Sexuais
  • TSH – Hormônio Tireoestimulante
  • T3 – Triiodotiroxina
  • T4 – Tiroxina
  • T4 – Tiroxina Livre

Função Hepática

Primeiramente a análise da função hepática pode ser feita por vários testes, em especial as enzimas Transaminases para avaliação dos hepatócitos, a Fosfatase Alcalina e Gama GT em processos colestásicos e de alteração do fluxo biliar. Simultaneamente com a dosagem de Bilirrubinas, resultam em importantes informações sobre o sistema hepático e biliar.

Da mesma forma, avanços científicos em hepatologia (estudo do fígado) foram impactantes, e exames como o Fibromax e ferramentas moleculares para a detecção e quantificação dos patógenos causadores das principais hepatites virais.

Nomes dos Exames:

  • Fibromax
  • Bilirrunas Total e Frações
  • Gama Glutamil Transferase
  • Fosfatase Alcalina
  • Aspartato Aminotransferase
  • Alanina Aminotransferase

Marcadores tumorais e oncogenética

Motivos:

A junção entre a oncologia e a genética criou uma ferramenta poderosa que permite mapear casos hereditários ou esporádicos de câncer, com o intuito de se diagnosticar precocemente ou identificar alterações genéticas específicas associadas a um maior risco de desenvolvimento de certos tumores e até mesmo detectar mutações associadas à resposta terapêutica.

Câncer de Próstata

Considerado o segundo tipo mais comum de câncer em homens, afetando, geralmente, indivíduos acima de 45 anos. A doença não costuma apresentar sintomas, mas na fase avançada, pode evoluir para dor óssea, complicações no sistema urinário, insuficiência renal e até óbito.

Dessa forma os métodos atuais de triagem utilizam o PSA, que, produzido pela próstata, é a principal proteína no sêmen. Como resultado é um importante marcador de alterações prostáticas e seu aumento é intimamente ligado a hiperplasia prostática benigna (HPB), neoplasias prostáticas e prostatites.

O termo PRO-PSA refere-se a uma série de precursor inativos de PSA secretados pelas células prostáticas. É específico para tumores de próstata comparado a tecidos benignos. O teste PRO-PSA consiste em um ensaio que determina o valor de PRO-PSA juntamente com as concentrações de PSA livre, PSA Total e assim permite calcular o índice de saúde prostático (PHI), desenvolvido para facilitar a determinação do risco de câncer de próstata em amostra de soro. A medida do PHI permite melhor precisão na detecção de câncer de próstata em comparação com o PSA Total e PSA livre, evitando assim a realização de biópsias desnecessárias em pacientes com PSA Total entre 2 e 10 mg/ml.

Nome dos Exames:

  • PSA Total
  • PSA Livre
  • PHI (Índice de Saúde de Próstata – PRO-PSA)

Câncer de Pulmão

Definitivamente é o tipo mais comum e grave do câncer. Dessa forma os inibidores da tirosinoquinase do receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR) são o tratamento inicial preferido para pacientes com adenocarcinoma de pulmão metastático quando os tumores têm mutação ativadora característica no EGFR. Por outro lado uma terapia-alvo específica também pode ser usada para pacientes com tumores com translocação EML4-ALK.

Nome dos Exames:

  • Fator de Crescimento Epidérmico
  • Pesquisa do Rearranjo ALK/EML4, Gene de fusão EML4

Câncer Colorretal

Em resumo, é muito prevalente na população, tanto em homens quanto mulheres, e é considerado como potenciamente curável quando detectado precocemente. Apresenta-se principalmente sob a forma de Câncer Colorretal Hereditário Não Polipose (HNPCC) também conhecido como Síndrome de Linch. Dessa forma, os indivíduos com HNPCC apresentam como característica principal, alterações genéticas em genes como MLH1, MSH2 e MSH6.

Caso encontrou-se uma alteração genética no indivíduo, por exemplo, os familiares próximos também serão indicados para rastreamento. Além disso, cerca de 70% dos indivíduos com essa mutação vão desenvolver o tumor ao longo da vida.

Nome dos Exames:

  • Câncer Colorretal Não Poliposo Hereditário/HNPCC
  • Síndrome de Lynch/HNPCC

Carcinoma de Testículo

Em resumo a alfafetoproteína atua como principal papel na monitorização da terapia, sendo que sua presença sugere persistência da doença e sua concentração sérica propicia uma estimativa do tempo de crescimento tumoral. Esse marcador também é utilizado, por exemplo, no diagnóstico de pacientes com carcinoma hepatocelular, em conjunto com ultrassonografia abdominal.

Nome dos Exames:

  • Síndrome de Lynch/HNPCC
  • Alfafetoproteína

Medicina Genética Personalizada

Em primeiro lugar é apontada como a grande revolução na área da saúde, baseia-se na individualização dos processos diagnósticos, de monitoramento e tratamentos.

Nesse sentido, destacam-se a prevenção de Doenças Cardiovasculares, a Nutrigenética e a Avaliação Genética de Rendimento Esportivo, melhor droga, a dosagem correta, para doença correta e no momento certo.

Infertilidade Masculina

Antes de mais nada cerca de 40% dos casos de casais com problemas de infertilidade, verifica-se a presença de fatores como álcool, cigarro, sedentarismo e obesidade. Além disso medicamentos podem influenciar de maneira significativa nesse processo.

Por outro lado a infertilidade masculina causada por azoospermia ou oligospermia severa atinge aproximadamente 10% da população masculina. Primeiramente, afastadas as causas obstrutivas, a etiologia mais comum é a genética. As alterações nos cromossomos sexuais, por exemplo, como a Síndrome de Klinefelter, translocação e inversões podem ser diagnosticadas por Cariótipo e detecção de Microdeleções no Cromossomo Y por PCR.

Ademais, a infertilidade masculina associada à ausência bilateral dos canais diferentes pode ser confirmada pelo estudo molecular do gene CFTR, também associado à fibrose cística.

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Referências

  1. SIZER, F.S. Nutrição: Conceitos e controvérsias. Ed Manole. 2003.
  2. TIETZ. Textbook of Clinical Chemistry and Molecular Diagnostics, 7a ed.
  3. HOLICK M.F. AND CHEN T.C. Vitamin D deficiency: a worldwide problem with health consequences. Am J Clin Nutr. 2008; 87; p. 1080-6.

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